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O corredor da estrada do M’Boi Mirim, por exemplo, é lotado de problema. Melhorou um pouco, depois do protesto que parou o trânsito, no dia sete de março, mas está muito longe do que os passageiros gostariam que fosse.
Depois do protesto, a secretaria de transportes divulgou que o tempo para percorrer o corredor que era de uma hora e quinze passou a ser de 19 minutos. Hoje eles informaram que este tempo pode chegar a 22 minutos.
As medidas melhoraram o tempo gasto no trajeto, mas está longe do ideal.
O pessoal quer entrar, mas o ônibus está cheio, motorista não abre a porta. O pessoal fica revoltado. As pessoas tão esperando há um tempão e agora complicou.
No meio da viagem no corredor de ônibus da estrada do M’Boi Mirim, o problema não é a falta de fiscalização. Pelo contrário. O próprio agente da SPtrans é que não deixa os passageiros subirem no ônibus lotado.
Os transtornos começaram bem antes. No primeiro ponto depois do Terminal Jardim Ângela, no extremo sul da capital, antes mesmo das seis da manhã, já tem gente pendurada nos ônibus.
A cada parada, é mais aperto e impaciência. Em um pequeno trecho do caminho, o trânsito está livre, mas o que é bom dura pouco.
Nem sempre o que vem pela frente é melhor do que já ficou para trás. Um acidente obriga os ônibus a saírem do corredor. Com pressa de percorrer o trajeto, o motorista do ônibus acaba atrapalhando outros motoristas no cruzamento.
Entre a estrada do M’Boi-Mirim e a avenida Guido Calói, o trajeto durou 45 minutos.
Nem todos os passageiros chegam até o fim do corredor dentro dos ônibus. Alguns começam a descer no meio do canteiro e seguem o resto do trajeto a pé. “É um absurdo isso. Está tudo parado, a gente tem horário pra entrar no serviço. A gente tem que trabalhar”, reclama uma passageira.
A Secretaria dos Transportes disse que esses 22 minutos que eles divulgaram é o tempo que se gasta para percorrer o primeiro trecho do corredor, que é até o cruzamento com a Avenida Guarapiranga. Até a Guido Calói são mais 18 minutos.
Segundo a SPtrans, os ônibus menores foram substituídos por 11 ônibus biarticulados no corredor, para tentar resolver o problema da superlotação.
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