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A irresponsabilidade de um motorista profissional transformou em tragédia a volta para casa de duas pessoas da mesma família, hoje de madrugada.
Com 23 anos de experiência, o funcionário da empresa de ônibus não aprendeu algumas coisas muito básicas como não andar na contramão e respeitar a vida humana.
Muita abalada, Sarah não se conforma com o acidente. O irmão Felipe Fausto Bersoti, de 19 anos, e o marido Heber Leonardo Linares Nunes, de 25, seguiam de Santo Amaro para o Jaraguá.
Eles costumavam pegar o acesso à Rodovia dos Bandeirantes para cortar caminho. Os dois conheciam bem o trajeto, mas não conseguiram evitar a batida com o ônibus, conduzido por um motorista da Viação Itapemerim.
“Eu espero que tenha justiça. Com certeza ele também tem família, e eu entendo que a família dele também vai sofrer, mas acho que nada se compara à dor que eu estou sentindo”, lamenta Sarah Fausto Bersoti, auxiliar administrativa.
O motorista vinha de Curitiba com destino ao Rio de Janeiro. Ele trafegava pela Marginal Tietê, quando errou o caminho e entrou na alça de acesso à Rodovia dos Bandeirantes. Ao perceber o engano, decidiu voltar pela contramão e bateu de frente com o carro.
“Tinha sinalização. O motorista devia estar desorientado. Ele fez um retorno e veio na contramão”, conta Bernardino da Silva, passageiro do ônibus.
O veículo ficou destruído. Heber morreu na hora e Felipe, que estava na direção, foi hospitalizado, mas não resistiu.
Os 26 passageiros do ônibus não tiveram ferimentos. Bem na entrada da alça de acesso à rodovia dos bandeirantes, uma placa indica que o retorno está a apenas dois quilômetros dali.
O motorista do ônibus, José Antônio Ripardo, de 50 anos, começou a trabalhar na empresa há quatro meses. Ele disse à polícia que tinha experiência para dirigir caminhões. Segundo passageiros que prestaram depoimento, o motorista tentou fugir depois do acidente.
“Ele vai responder por homicídio doloso, pelo artigo 305 que é a fuga do local do acidente, e velocidade incompatível com o local”, garante Délcio Silmar Sampaio, delegado.
De acordo com o advogado, a empresa vai arcar com os custos do enterro das vítimas, fazer uma investigação interna sobre o acidente e depois indenizar as famílias.
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